sou libriana, pelo horóscopo grego
no cigano sou moeda, no chinês sou dragão
todos tentam definir meu ego
e todos chegam a mesma conclusão
no horóscopo asteca sou cana
no druida sou bambu, no xamânico sou corvo
todos dizem que tenho força e gana
e que toda arte absorvo
todos dizem que prezo pela liberdade
e que à imparcialidade faço jus
no horóscopo egípcio sou maat, a deusa da verdade
e no céltico sou cruz.
no eneagrama sou tipo 4
e na numerologia sou 5 e 7
que somados dão 12, fato.
melhor número nesse joguete
todos os misticismos
afirmam que tenho auto-confiança
que tenho paciência e dou valor ao romantismo
e que defendo a justiça e a mudança.
mas nem eu mesma sei quem sou,
deixo a responsabilidade de generalizar meu gênio aos místicos
só os ventos do destino sabem onde eu vou
e quais são os meus dons característicos.
terça-feira, 31 de maio de 2011
quarta-feira, 4 de maio de 2011
sr.mas e sra.se
-mas...
-você é cheio disso, "mas". cheio de "mas'es".
você quer o futuro sem nem ter vivido o presente.
você vive na expectativa. faltam anos. faltam meses e dias.
faltam horas.
eu estou aqui.
a-g-o-r-a.
fale comigo.
- você tem um ponto. aceita café?
-aceitaria se.
-você é cheio disso, "mas". cheio de "mas'es".
você quer o futuro sem nem ter vivido o presente.
você vive na expectativa. faltam anos. faltam meses e dias.
faltam horas.
eu estou aqui.
a-g-o-r-a.
fale comigo.
- você tem um ponto. aceita café?
-aceitaria se.
sábado, 30 de abril de 2011
das novas fases da tradição
hoje à tarde disse que queria ser imortal da academia.
não quero mais.
não quero fazer parte de nada que abrace josé sarney e dispense mario quintana.
não quero mais.
não quero fazer parte de nada que abrace josé sarney e dispense mario quintana.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
segunda-feira, 25 de abril de 2011
ím-pares
-mas tão boa idéia, de quem terá sido, meu irmão?
-minha.
-e como não? isso quase me entristece... é como se as chances de encontrarmos mais exemplares que somos se esvaísse um pouco mais.
-minha.
-e como não? isso quase me entristece... é como se as chances de encontrarmos mais exemplares que somos se esvaísse um pouco mais.
domingo, 24 de abril de 2011
pra quem não tem
demorei mas consegui desabafar.
há tempos queria me expressar e as palavras não vinham.
vinham palavras.
não palavras ideais.
só considero expressão quando atinjo as palavras ideais.
pra quem tem um único dom, não usá-lo seria heresia.
um texto sem palavras ideais é só um balbuceio, um chiado no peito.
diferente das palavras ditas, quando qualquer uma serve pra cessar a disritmia.
fico específica, não quero ser mal compreendida.
e na minha especificidade me surpreendo com a abrangência de mim.
há tempos queria me expressar e as palavras não vinham.
vinham palavras.
não palavras ideais.
só considero expressão quando atinjo as palavras ideais.
pra quem tem um único dom, não usá-lo seria heresia.
um texto sem palavras ideais é só um balbuceio, um chiado no peito.
diferente das palavras ditas, quando qualquer uma serve pra cessar a disritmia.
fico específica, não quero ser mal compreendida.
e na minha especificidade me surpreendo com a abrangência de mim.
quase 3
antes de dormir ela me lembra a palavra que eu procurava nos espaços simétricos e cínicos da psique. é a fada dos esquecidos.
sábado, 23 de abril de 2011
lima
como posso ser doce e ácida?
nenhum sabor me define, nenhuma sensação gustativa.
meu teor é alto e não tenho textura
nem flavour, nem flavour...
nenhum sabor me define, nenhuma sensação gustativa.
meu teor é alto e não tenho textura
nem flavour, nem flavour...
quinta-feira, 31 de março de 2011
hermética
não há placa indicando para que lado ir. não há protocolo. eu não assino em lugar nenhum. sou toda sentidos. nem o corpo responde mais. é como se a mente fosse auto-suficiente. faço fotossíntese, entro em combustão espontânea. mas ainda estou aqui. sentindo e sentindo e me permitindo sentir. dói, mas é melhor que nada.
quinta-feira, 17 de março de 2011
para gisele
o ar é um trauma.
ao entrar pela primeira vez em pulmões delicados, afoga.
asfixia.
o ar que antes de inundar as visceras assusta,
e depois torna-se indispensável.
assim é ela.
uma brisa fresca.
a brisa que faz girar seus cataventos coloridos.
a respiração que eu sinto por entre máscaras diformes.
seu sopro, que leva ao limite a fina camada de chiclete, deixando transparecer a sua boca.
deixando transparecer a sua alma.
eu a enxergo em cada pedaço açucarado de vida, em cada garfada de seu parco apetite.
eu a enxergo com sua sensualidade infantil, com seus dilemas.
eu a enxergo por entre lentes.
ela me enxerga por entre lentes.
ela registra por entre lentes.
eu a registro.
ao entrar pela primeira vez em pulmões delicados, afoga.
asfixia.
o ar que antes de inundar as visceras assusta,
e depois torna-se indispensável.
assim é ela.
uma brisa fresca.
a brisa que faz girar seus cataventos coloridos.
a respiração que eu sinto por entre máscaras diformes.
seu sopro, que leva ao limite a fina camada de chiclete, deixando transparecer a sua boca.
deixando transparecer a sua alma.
eu a enxergo em cada pedaço açucarado de vida, em cada garfada de seu parco apetite.
eu a enxergo com sua sensualidade infantil, com seus dilemas.
eu a enxergo por entre lentes.
ela me enxerga por entre lentes.
ela registra por entre lentes.
eu a registro.
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