sábado, 28 de fevereiro de 2009
.isabel allende
el estado de coma es como dormir sin sueños, un misterioso paréntesis.
si tú resistes, paula, yo también.
si tú resistes, paula, yo también.
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
sábado, 21 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
pedra bruta
ainda que raríssimas em meio a tanta terra,
ainda que valorizadas ao longo do escambo,
e lapidadas e cravadas e carregadas de atribuído status
as chamadas "pedras preciosas"
nunca deixaram de ser pedras.
ainda que valorizadas ao longo do escambo,
e lapidadas e cravadas e carregadas de atribuído status
as chamadas "pedras preciosas"
nunca deixaram de ser pedras.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
gosto d'ocê
do tempero que eu prefiro, do sabor, do tal do "flavor".
do cheirinho de limão, do dendê e do alecrim.
cada qual manjericão, camomila ou próprio coentro.
era doce, era você
todo aroma que eu aguento
erva d'ocê.
do cheirinho de limão, do dendê e do alecrim.
cada qual manjericão, camomila ou próprio coentro.
era doce, era você
todo aroma que eu aguento
erva d'ocê.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
o vácuo
todo o desapego olímpico da exigência.
apenas uma seleta casta cósmica.
campos, radiações, energias.
ainda assim, estamos todos admitidos.
apenas uma seleta casta cósmica.
campos, radiações, energias.
ainda assim, estamos todos admitidos.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
o vazio
o vazio está.
pretende, deseja, mas não.
ainda que não preenchido, o vazio carrega ainda um anseio.
não cabe em si.
não põe em prática.
ele espera.
pretende, deseja, mas não.
ainda que não preenchido, o vazio carrega ainda um anseio.
não cabe em si.
não põe em prática.
ele espera.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
o nada
era uma vez o nada, com suas infinitas possibilidades.
inclusive a de continuar nada.
aflito em pensar e tornar-se pensamento,
afogou-se em tanta liberdade.
inclusive a de continuar nada.
aflito em pensar e tornar-se pensamento,
afogou-se em tanta liberdade.
domingo, 18 de janeiro de 2009
efeito ponte
quando a nuvem de gafanhotos se aproximou já não havia colheita a devastar.
no lugar do espantalho, estafermo.
era guerra retraída, silêncio incômodo.
como se a terra desistisse de suas crias e a gravidade não funcionasse por alguns instantes e toda aquela neblina verde começasse a flutuar docemente, sem zunidos, sem anseio.
apenas um breve rangido do eixo impediria o escavado tórax de sonhar.
e nesse exato momento, como que despertada pelo metal, a atração mútua dos corpos voltasse, e covardemente vencedora, a terra recolhesse os seus em golpe seco.
o tórax viria abaixo em estridente baque e a caelifera chuva tornaria novamente verde a plantação.
no lugar do espantalho, estafermo.
era guerra retraída, silêncio incômodo.
como se a terra desistisse de suas crias e a gravidade não funcionasse por alguns instantes e toda aquela neblina verde começasse a flutuar docemente, sem zunidos, sem anseio.
apenas um breve rangido do eixo impediria o escavado tórax de sonhar.
e nesse exato momento, como que despertada pelo metal, a atração mútua dos corpos voltasse, e covardemente vencedora, a terra recolhesse os seus em golpe seco.
o tórax viria abaixo em estridente baque e a caelifera chuva tornaria novamente verde a plantação.
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