“foi num desses dias, quando está prestes a nevar e há uma eletricidade no ar.
você quase pode ouvir, certo?
e este plástico estava simplesmente dançando para mim como uma criança chamando para brincar... por quinze minutos.
foi quando entendi que havia essa vida toda por trás das coisas e essa incrível força benevolente que dizia não haver razão para ter medo.
no vídeo, eu sei, não é a mesma coisa, mas ajuda a lembrar.
e eu preciso lembrar.
às vezes, há tanta beleza no mundo!
penso que não vou suportar e meu coração parece que vai sucumbir.”
terça-feira, 30 de setembro de 2008
segunda-feira, 29 de setembro de 2008
domingo, 28 de setembro de 2008
perfeição
vamos celebrar a estupidez humana
a estupidez de todas as nações
o meu país e sua corja de assassinos
covardes, estupradores e ladrões
vamos celebrar a estupidez do povo
nossa polícia e televisão
vamos celebrar nosso governo
e nosso estado, que não é nação
celebrar a juventude sem escola
as crianças mortas
celebrar nossa desunião
vamos celebrar eros e thanatos
persephone e hades
vamos celebrar nossa tristeza
vamos celebrar nossa vaidade.
vamos comemorar como idiotas
a cada fevereiro e feriado
todos os mortos nas estradas
os mortos por falta de hospitais
vamos celebrar nossa justiça
a ganância e a difamação
vamos celebrar os preconceitos
o voto dos analfabetos
comemorar a água podre
e todos os impostos
queimadas, mentiras e sequestros
nosso castelo de cartas marcadas
o trabalho escravo
nosso pequeno universo
toda hipocrisia e toda afetação
todo roubo e toda indiferença
vamos celebrar epidemias:
é a festa da torcida campeã.
vamos celebrar a fome
não ter a quem ouvir
não se ter a quem amar
vamos aumentar o que é maldade
vamos machucar um coração
vamos celebrar nossa bandeira
nosso passado de absurdos gloriosos
tudo que é gratuito e feio
tudo que é normal
vamos cantar juntos o hino nacional
(a lágrima é verdadeira)
vamos celebrar nossa saudade
e comemorar a nossa solidão.
vamos festejar a inveja
a intolerância e a incompreensão
vamos festejar a violência
e esquecer a nossa gente
que trabalhou honestamente a vida inteira
e agora não tem mais direito a nada
vamos celebrar a aberração
de toda a nossa falta de bom senso
nosso descaso por educação
vamos celebrar o horror
de tudo isso - com festa, velório e caixão
está tudo morto e enterrado agora
já que também podemos celebrar
a estupidez de quem cantou essa canção.
venha, meu coração está com pressa
quando a esperança está dispersa
só a verdade me liberta
chega de maldade e ilusão
venha, o amor tem sempre a porta aberta
e vem chegando a primavera
nosso futuro recomeça
venha, que o que vem é perfeição.
a estupidez de todas as nações
o meu país e sua corja de assassinos
covardes, estupradores e ladrões
vamos celebrar a estupidez do povo
nossa polícia e televisão
vamos celebrar nosso governo
e nosso estado, que não é nação
celebrar a juventude sem escola
as crianças mortas
celebrar nossa desunião
vamos celebrar eros e thanatos
persephone e hades
vamos celebrar nossa tristeza
vamos celebrar nossa vaidade.
vamos comemorar como idiotas
a cada fevereiro e feriado
todos os mortos nas estradas
os mortos por falta de hospitais
vamos celebrar nossa justiça
a ganância e a difamação
vamos celebrar os preconceitos
o voto dos analfabetos
comemorar a água podre
e todos os impostos
queimadas, mentiras e sequestros
nosso castelo de cartas marcadas
o trabalho escravo
nosso pequeno universo
toda hipocrisia e toda afetação
todo roubo e toda indiferença
vamos celebrar epidemias:
é a festa da torcida campeã.
vamos celebrar a fome
não ter a quem ouvir
não se ter a quem amar
vamos aumentar o que é maldade
vamos machucar um coração
vamos celebrar nossa bandeira
nosso passado de absurdos gloriosos
tudo que é gratuito e feio
tudo que é normal
vamos cantar juntos o hino nacional
(a lágrima é verdadeira)
vamos celebrar nossa saudade
e comemorar a nossa solidão.
vamos festejar a inveja
a intolerância e a incompreensão
vamos festejar a violência
e esquecer a nossa gente
que trabalhou honestamente a vida inteira
e agora não tem mais direito a nada
vamos celebrar a aberração
de toda a nossa falta de bom senso
nosso descaso por educação
vamos celebrar o horror
de tudo isso - com festa, velório e caixão
está tudo morto e enterrado agora
já que também podemos celebrar
a estupidez de quem cantou essa canção.
venha, meu coração está com pressa
quando a esperança está dispersa
só a verdade me liberta
chega de maldade e ilusão
venha, o amor tem sempre a porta aberta
e vem chegando a primavera
nosso futuro recomeça
venha, que o que vem é perfeição.
sábado, 27 de setembro de 2008
porques
- meu, o snoopy é vegetariano?
- não que eu saiba, por que?
- porque eu já vi várias coisas vegetarianas, tipo... camisetas, orkut de vegetariano, flyer de festa vegana.... relacionadas a imagem dele.
- acho que é porque ele é um cachorro, e é legal.
- por que não o floquinho?
- ah, ninguém nem sabe que bicho é o floquinho, e ele é submisso ao cebolinha. o snoopy até filosofa.
- e por que não o garfield?
- o garfield come lasanha.
- ah, é.
- não que eu saiba, por que?
- porque eu já vi várias coisas vegetarianas, tipo... camisetas, orkut de vegetariano, flyer de festa vegana.... relacionadas a imagem dele.
- acho que é porque ele é um cachorro, e é legal.
- por que não o floquinho?
- ah, ninguém nem sabe que bicho é o floquinho, e ele é submisso ao cebolinha. o snoopy até filosofa.
- e por que não o garfield?
- o garfield come lasanha.
- ah, é.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
terça-feira, 23 de setembro de 2008
missão dada, missão cumprida.
- 1,2,3...testando.
- na escuta, prossiga.
- peço reforços na área 1.
- entendido, câmbio.
- necessito também de autorização para aproximação imediata.
- sem problemas, capitão. mais alguma coisa? câmbio.
- te amo.
- na escuta, prossiga.
- peço reforços na área 1.
- entendido, câmbio.
- necessito também de autorização para aproximação imediata.
- sem problemas, capitão. mais alguma coisa? câmbio.
- te amo.
caldo de cana.
tudo começou com uma idéia.
é claro, tudo sempre começa assim.
quase que de repente, a idéia ganhou cor.
11 horas depois, ganhou luz.
eu ganhei uma árvore
e nós perdemos a tradição.
é claro, tudo sempre começa assim.
quase que de repente, a idéia ganhou cor.
11 horas depois, ganhou luz.
eu ganhei uma árvore
e nós perdemos a tradição.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
assim não pode, assim não dá!
sua professora quer que você cite filósofos ao invés de pensar com a própria cabeça.
seu melhor amigo considera os sofistas sujos e quer conclusões.
sua mãe carrega o celular errado.
seu namorado quer assistir "hellboy 2".
e você mora com uma pessoa que diz que o microondas dá leptospirose.
onde eu assino minha demissão?
seu melhor amigo considera os sofistas sujos e quer conclusões.
sua mãe carrega o celular errado.
seu namorado quer assistir "hellboy 2".
e você mora com uma pessoa que diz que o microondas dá leptospirose.
onde eu assino minha demissão?
uma história romântica
ele perguntou que horas eram, mas ela não tinha relógio.
ela pensou em olhar no celular, mas lembrou que este estava no fundo da bolsa e considerou trabalhoso demais procurá-lo agora.
mesmo assim ele sentou ao lado dela.
permaneceram alguns minutos em silêncio.
ele abriu a própria mochila, empurrou alguns papéis pra lá, a blusa de frio pra cá, esticou o braço e resgatou um pacotinho aberto e amassado de trident sabor menta.
antes de se servir ofereceu o protótipo de pacotinho para ela.
ela sorriu e aceitou.
eram 17:25.
ela pensou em olhar no celular, mas lembrou que este estava no fundo da bolsa e considerou trabalhoso demais procurá-lo agora.
mesmo assim ele sentou ao lado dela.
permaneceram alguns minutos em silêncio.
ele abriu a própria mochila, empurrou alguns papéis pra lá, a blusa de frio pra cá, esticou o braço e resgatou um pacotinho aberto e amassado de trident sabor menta.
antes de se servir ofereceu o protótipo de pacotinho para ela.
ela sorriu e aceitou.
eram 17:25.
domingo, 21 de setembro de 2008
secret smile
ele sorria, apesar de tudo.
não sabia ao certo quem era, tampouco onde estava ou para onde devia ir.
mas ele sorria.
sorria um riso sincero.
ria à toa sem ser rico, ou louco.
descobriu que ainda respirava.
e ria porque era preciso.
não sabia ao certo quem era, tampouco onde estava ou para onde devia ir.
mas ele sorria.
sorria um riso sincero.
ria à toa sem ser rico, ou louco.
descobriu que ainda respirava.
e ria porque era preciso.
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