entre lanternas japonesas e tampinhas de garrafa ele dançava uma valsa imaginária.
as pernas atropelavam-se, enquanto, dentro das órbitas, os olhos discutiam a relação.
a língua tentava explicar para ninguém o porque dele ter atrasado.
pouco abaixo um pulmão recostou-se no outro como quem diz "vam bora?", e o coração acordava assustado de tempos em tempos.
a única coisa ali que parecia ter compasso, era a valsa.
mas a noite estava ótima.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
terça-feira, 13 de outubro de 2009
mj lives
queria deixar aqui registrado (ainda que o único motivo plausível para tal seja o orgulho besta de um dia poder gritar "eu não disse!?") que eu, sem ironia alguma,
acredito que michael jackson esteja vivo.
se eu tivesse como provar eu seria a pessoa mais feliz e rica do mundo, mas eu acredito mesmo que é uma jogada de marketing boa demais para nunca ter sido realizada na nossa era-da-propaganda.
acredito que michael jackson esteja vivo.
se eu tivesse como provar eu seria a pessoa mais feliz e rica do mundo, mas eu acredito mesmo que é uma jogada de marketing boa demais para nunca ter sido realizada na nossa era-da-propaganda.
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
critério
a riqueza não se mede pelas coisas que adquirimos,
mas sim por aquelas que temos a coragem de nos abster.
mas sim por aquelas que temos a coragem de nos abster.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
amor co'ora marcada
todo descomprometimento de um amor
que se equilibra em bons momentos
sem pudor, sem cobrança, sem criança ou traição
porque não há consequência quando não há pocessão
é tão bom o deixa estar sem deixa disso
o dá se der sem dá ou desce
que pelo dito popular
se deus dará
quem há de me condenar?
que se equilibra em bons momentos
sem pudor, sem cobrança, sem criança ou traição
porque não há consequência quando não há pocessão
é tão bom o deixa estar sem deixa disso
o dá se der sem dá ou desce
que pelo dito popular
se deus dará
quem há de me condenar?
domingo, 4 de outubro de 2009
ciclo
últimos 45 minutos de 20 anos de idade... e depois nunca mais.
nunca mais é uma frase que dói.
e aconteceu, acontece, acontecerá agora-em-todo-instante.
ser gente, é mesmo, outra alegria.
nunca mais é uma frase que dói.
e aconteceu, acontece, acontecerá agora-em-todo-instante.
ser gente, é mesmo, outra alegria.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
pois é, pra quê?
com os 20 e poucos batendo na porta, nenhuma certeza, nenhuma resposta, nem mesmo alguma razão.
não sei se espero ou desespero.
não sei se espero ou desespero.
terça-feira, 15 de setembro de 2009
pós-neo-conservadorismo
o termo "conservador" carrega em si algo ruim mesmo sem, necessariamente, sê-lo.
a princípio, já está dito, conservador é aquele que preza pela conservação de algo.
o problema começa, como diria meu sábio tio adalberto, quando o ser humano resolve interpretar.
como adjetivo, o termo acaba remetendo ao moralismo, sociedade patriarcal, onde tudo é tabú, é ofensa, é feio.
porém, por que não podemos pensar em um conservador dos princípios indígenas? só retirar da natureza o necessário para a sobrevivência.
ou dos valores hippies? sexo, drogas e rock'n'roll.
(aqui cabe um parênteses: nosso mundinho estereotipado não nos deixa ver, mas a verdade é que o hippie e suas roupas confortavelmente coloridas é mais rockeiro que você, coleguinha do cinto de rebite)
por que o posicionamento político do cidadão não pode ser o de cima? ou aquele ali, quase na diagonal da tangente, de revesgueio.
esse catálogo de adjetivos ao qual é preciso se adequar senão (senão o que?), já passou da validade.
quero fuçar no lixo dos anos 60, achar o piloto do catálogo deles, acrescentar e acrescentar, e distribuir na promoção da coca-cola.
só pela farra.
não venha dizer que por fora liberal e por dentro pão bolorento porque isso, além de vilipendiar o termo, ainda soa como piada.
a princípio, já está dito, conservador é aquele que preza pela conservação de algo.
o problema começa, como diria meu sábio tio adalberto, quando o ser humano resolve interpretar.
como adjetivo, o termo acaba remetendo ao moralismo, sociedade patriarcal, onde tudo é tabú, é ofensa, é feio.
porém, por que não podemos pensar em um conservador dos princípios indígenas? só retirar da natureza o necessário para a sobrevivência.
ou dos valores hippies? sexo, drogas e rock'n'roll.
(aqui cabe um parênteses: nosso mundinho estereotipado não nos deixa ver, mas a verdade é que o hippie e suas roupas confortavelmente coloridas é mais rockeiro que você, coleguinha do cinto de rebite)
por que o posicionamento político do cidadão não pode ser o de cima? ou aquele ali, quase na diagonal da tangente, de revesgueio.
esse catálogo de adjetivos ao qual é preciso se adequar senão (senão o que?), já passou da validade.
quero fuçar no lixo dos anos 60, achar o piloto do catálogo deles, acrescentar e acrescentar, e distribuir na promoção da coca-cola.
só pela farra.
não venha dizer que por fora liberal e por dentro pão bolorento porque isso, além de vilipendiar o termo, ainda soa como piada.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
a pequenez nossa de cada dia
século 19.
a loirinha lê um livro chato que um dia há de ser clássico.
que ousadia a dela em ler um livro chato em pleno século 19,
com essa nossa contagem cronológica duvidosa,
justamente no hemisfério norte de um planetinha sólido-liquido-gasoso que plana sem explicação alguma (não se sabe ao certo se) no meio de uma vastidão de nada.
a parafina engole a chama tornando-a leitoso sopro, e mantendo-se parafina.
"logo agora que um novo capítulo começara".
a loirinha lê um livro chato que um dia há de ser clássico.
que ousadia a dela em ler um livro chato em pleno século 19,
com essa nossa contagem cronológica duvidosa,
justamente no hemisfério norte de um planetinha sólido-liquido-gasoso que plana sem explicação alguma (não se sabe ao certo se) no meio de uma vastidão de nada.
a parafina engole a chama tornando-a leitoso sopro, e mantendo-se parafina.
"logo agora que um novo capítulo começara".
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
desgastada virgindade
no arrastar da noite de domingo, passo, com a cabeça recostada no vidro do carro, pelas vitrines com dezenas de vestidos de noiva.
a luz direta, na umidade escura da rua, reflete-se nos babados de maneira desgastante.
são brancos, são champagne, são nude, são beges... no fundo são patéticamente brancos.
são de tule, tafetá, cetim e seda.
são de pano.
são evasês, drapeados, com rendas, nervuras, vidrilhos e pérolas.
são todos iguais,
cada vez mais hipócritas.
a luz direta, na umidade escura da rua, reflete-se nos babados de maneira desgastante.
são brancos, são champagne, são nude, são beges... no fundo são patéticamente brancos.
são de tule, tafetá, cetim e seda.
são de pano.
são evasês, drapeados, com rendas, nervuras, vidrilhos e pérolas.
são todos iguais,
cada vez mais hipócritas.
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
doces bárbaros
o rock é o nosso tempo, baby
rock and roll é isso
chuck berry fields forever
os quatro cavaleiros do após-calipso, o após-calipso
rock and roll
capítulo um
versículo vinte
sículo vinte
século vinte e um
rock and roll é isso
chuck berry fields forever
os quatro cavaleiros do após-calipso, o após-calipso
rock and roll
capítulo um
versículo vinte
sículo vinte
século vinte e um
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Assinar:
Postagens (Atom)
